Para início de conversa e melhor compreensão, vamos deixar claro o que significa o termo input.
Pois bem, “input” tem como sua tradução literal a palavra “entrada” e tem seu uso para diversos contextos. 

Em computação, por exemplo, input é a entrada de dados que um computador irá trabalhar durante a fase de processamento para gerar, por fim, as informações de saída.

Aplicar o input no aprendizado de idiomas, significa “frases que você lê ou escuta”, intuitivamente oposto do termo “output” que significa “frases que você fala ou escreve”.

Resumindo, input é toda forma de absorção do idioma. Comparando com o esquema básico do sistema de informação acima, podemos fazer input realizando atividades no idioma, como ler (livros, jornais), ouvir (músicas, podcasts), assistir (filmes, séries) e afins.

Assim, nossa mente irá processar e absorver todas essas atividades para, por fim, você aprender a escrever e se comunicar no idioma.

Por isso o método input é tão importante:
“Para aprender um novo idioma, precisamos entender mensagens nesse idioma!”

Pense comigo: “Já se perguntou ou percebeu como você consegue falar e se expressar em seu idioma nativo de forma tão fácil?”

Você quer falar sobre algo ou algum assunto e as palavras e frases corretas simplesmente aparecem em sua mente. A maior parte desse processo é feito inconscientemente e o método input explica sobre isso:

Ao ler ou escutar frases em um idioma, elas serão gravadas em sua mente assim que forem entendidas. Especificamente, serão armazenadas no hemisfério esquerdo do cérebro (responsável pela produção da linguagem).

Desta forma, quando você quiser falar ou escrever algo no idioma (output), o cérebro irá buscar uma frase que já ouviu antes, que condiz com o sentido do que se quer expressar.

Isto é, o cérebro “imita” a frase (a mesma ou similar) e você a reproduz no idioma. O cérebro faz isso espontaneamente em seu subconsciente.”

Vale ressaltar que, as atividades de input são utilizadas pelos grandes poliglotas, porque é um método que tem um nível elevado de exposição e contato com o idioma, por meio da leitura e escuta, resultando num entendimento maior de mensagens do idioma.

É por esse método e absorvendo inúmeras mensagens no idioma, que você aprende naturalmente os padrões e regras da língua, modo correto de se expressar, os elementos da linguagem e como as palavras trabalham em conjunto, além de desenvolver a habilidade de entender o idioma falado, mas não é esta a habilidade mais importante para quem deseja aprender inglês de fato.

Entender o que os nativos falam é uma das principais dificuldades dos estudantes de inglês, especialmente de escolas regidas pelo método de estudo tradicional.

Além disso, muitos alunos tidos como avançados na língua, possuem uma grande dificuldade para assistir algo em inglês.

Por quê???

Porque simplesmente, pelo foco contrário do método tradicional de aprendizado da língua, que se concentra em regras e normas que teoricamente levariam o aluno a falar e entender inglês. Porém, isso na prática acaba não funcionando. Por isso, o método input se mostra eficiente, por focar em entender e absorver o idioma.

O que comumente acontece na pratica com os estudantes do método tradicional é:


  • Conhecem algumas regras e conseguem escrever e falar um pouco em inglês seja para se apresentar, perguntar sobre horas, direções, informações e etc. Porém não conseguem sustentar uma conversa em inglês porque possuem uma grande dificuldade de entender o que um nativo fala.
  • Possuem dificuldade em usar a língua de forma natural e fazer frases, pois estão sempre pensando nas regras e como estruturar as frases.
  • Não conseguem atingir fluência de verdade porque estão amarrados em um nível inferior de inglês (básico e intermediário). 


Isto é o que ocorre quando não se faz o input periodicamente e em quantidade suficiente, você tende a não aprender se expressar e falar adequadamente em cada situação, além de não entender os padrões, estruturas e palavras, pois é pelo método input que o cérebro entende e internaliza os elementos da linguagem para depois fazer o output (falar e escrever).

É evidente que a prática contínua do input deve ter predomínio em seus estudos e sua quantidade de prática deve ser superior ao output, mesmo após alcançar um ponto onde você já consiga conversar no idioma.